quinta-feira, 18 de abril de 2013

Há uma coisa que ainda nos falta em casa - fotografias a cinco.
Porque, convenhamos, nao é facil... estamos sempre juntos, é certo, mas juntos -preparados-e-dispostos-para-uma-fotografia-e-com-uma-máquina-fotografica-à-mão, é mais ou menos raro.
Mesmo nas férias, ou falta um ou falta outro, ou há uma mao ou um pé que ficam de fora:) mesmo deles os tres em conjunto, são raras as fotos que temos. Há sempre alguém que se lembra que afinal apanhar conchinhas ou olhar para o lado é muito mais giro que esperar que o flashe dispare...
Vamos tratar disso hoje! E, a partir daqui, memórias dos cinco gomos espalhados pela casa, em tons de azul...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ontem o meu amor queria correr (agora que anda com a mania que é desportista:). E tinha trabalho e ainda o lançamento de um livro onde queria estar presente. Mas, saiu mais cedo para os ir levar à catequese. E, quando os fui buscar, lá estava ele também á nossa espera, para ir connosco ao médico.
Bem lhe disse que nao era uma consulta importante, que era rotina e que podia perfeitamente ir sózinha... mas a verdade é que, desde que estamos juntos, nunca fomos a nenhuma consulta sem ele. Gosta de ouvir, de estar presente, de ter a certeza do que o médico diz. De repetir-lhes, aos tres, as recomendações médicas, de assegurar-se que as cumprem.
Viemos para casa juntos. Fizeram os trabalhos de casa, jantamos, tomaram banho e foram para a cama cansados. Ainda teve tempo, o meu amor, para brincar com eles. Para estarem abraçados na cama o tempo suficiente para o prenderem e lhe dizerem que nao queriam que de lá saisse.
Por fim, já quando estavam quase a dormir, saiu do quarto. E foi correr.

E é também por isso que tenho a certeza que os ama. Tanto quanto eu o amo a ele.

Para ele

'Se me apagares os olhos, ainda te posso ver./Tapa-me os ouvidos: ainda/ consigo ouvir-te./ E sem pés, consigo chegar até ao pé de ti./ E sem boca sei ainda invocar-te./ Arranca-me os braços: eu abraço-te/ Com o meu coração como se fosse uma mão./ Pára-me o coração e o meu cérebro baterá./ E se me pegares fogo ao cérebro,/Vou levar-te no meu sangue.'

Reiner Maria Rilke, O livro da peregrinação.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Passaram os tais dias em Lisboa. Eu e os nossos pequenitos. O meu amor nao foi.
"nao vais? queria tanto que tu fosses!" Disseram eles as palavras que ficaram caladas em mim. Queria que ele tivesse ido porque nao sei ser sem ele. Continuam os dias e as horas e eu continuo a acordar, mas a vida perde perfume, o dele. E eu, que sou uma pessoa de cheiros, que se encanta com olfactos, sinto-lhe a falta.
Foram 3 dias sempre a contar pelo 4º, aquele em que viriamos embora. 3 dias bons, apesar disso. Passados em familia, com muito atenção dada aos pimpolhos. Chegamos cansados, todos, e matamos saudades em beijos e abraços, no reencontro.
Depois a Páscoa. Com muita chuva. Tanta como nao me lembrava. Nao pudemos esconder os ovos no jardim mas escondemos na sala, atrás de sofas, de cortinas e em vasos e cadeiroes. Muitos doces, muito barulho, muitas crianças animadas, amigos, compasso, coração sereno.
Somos uma familia forte. muito convencional dentro de uma moldura de familia moderna.
Gosto de nós.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Este foi um fim de semana bom, tranquilo.
Apanhamos sol no jardim, brincamos juntos, estivemos em familia sem pressas.
A antecipar uns dias dificeis de separação... vão ser só 3 dias e já tenho o coração apertado, com saudades dele e de nós, juntos...
Ele nao sabe, mas sempre que ele fica (ou que vai), há um pedaço de mim que fica com ele. E um pedaço de mim que se perde...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Fomos a Barcelona no fim de semana passado. E, desde então, Barcelona passou a chamar-se Amor.
Hoje começaram a manhã a fazer desenhos.
E nao tinhamos nós ainda acabado de acordar, fomos brindados com este desenho.
Eu e ele, num abraço, felizes, com um pássaro por cima, a passear.

Gosto tanto desta visão deles de nós!!!!!