quinta-feira, 10 de setembro de 2015


Diz-me o j. hoje de manhã abraçado a mim, com a cabeça encostada na minha barriga: - mamã, gosto tanto da tua barriga magrinha, assim lisinha.... e pronto, era só isto. Afinal os filhos também podem fazer maravilhas à nossa autoestima:)
Ora segundo o mais pequeno lá da casa, o pão tem milhaguinhas!:)
Diz o P: - temos mesmo de o corrigir? não pode continuar a dizer isto assim por mais uns tempos?
oh... porque é que eles têm de crescer?????:)

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O Meu marido é um super herói


Um destas noites o m. teve um pesadelo. Em resumo, uma bomba ia acabar com o mundo e íamos morrer todos. E o P., não sei bem como, morreu para nos salvar. E isto diz muito sobre o que o P. é para o m. e sobre o que ser pai e filho deve ser. Não há laços de sangue que sejam necessários, quando os laços de amor o são. E diz também muito sobre a mentira que é o mito de pai só haver um. Não há. Pais há aqueles que amam e que tratam os filhos comos filhos. E há muito que o P. é o pai dele, deles. Não que o outro, o biológico, não o seja, que os meus filhos têm a sorte imensa de ter dois pais que os amam mais que tudo, mas este, o Pai meu marido, é um super herói.

É o pai que tira uma semana de ferias para ir sozinho com três crianças para o campismo no meio do nada e que, mesmo com dores de cabeça ininterruptas há mais de uma semana e um tímpano furado (com um pontapé do p. logo no primeiro dia do campismo) não arreda pé e continua a jogar à bola, a fazer grelhados numa botija de gás, a jogar Uno, a dar banhos,  a ir à piscina e a dormir no chão de uma tenda.
E é por isso que não me admira que ele salve os meus filhos (e o mundo por arrasto) num sonho do m. Porque essa é a cara dele. Essa é a missão dele. Ser o nosso super heroi

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Estivemos uma semana de férias.
Sol, praia, piscina. Piscina, praia, sol. E zoomarine.
E pronto, foi a isto que se resumiu a nossa semana visível.
O invisível (ou não tanto assim), foi o amor que cada vez mais sentimos uns pelos outros. Nunca senti os meus filhos tao chegados entre si (para o bem e para o mal, que isto também traz milhentos pequenos atritos) e chegados a nós. muitos beijos, muitos abraços, muito mimo. Muitas piadas, musicas inventadas, risos e mais risos, pés colados, pegajosos, pele molhada, lambidelas, saltos na agua, gelados e gomas partilhados.
Foram umas férias em família alargada (com avó, tios e primo), mas em que estivemos sempre muito nós.
E nós, eu e o meu amor, apaixonados no calor do dia. no calor da noite. no calor da vida. faz amanhã 3 anos que nos casamos e nunca o amei tanto como hoje.

segunda-feira, 23 de março de 2015

e depois de uma noite dormida em casa do pai, pergunto eu ao mais pequeno:
- e então, meu amor, pensaste na mamã?

ele: -  desculpa mamã, mas não me lembrei de pensar em ti...só pensei no P.!

(e pronto... quem diz a verdade não merece castigo...)
Do m: Mamã, como se chama aquele cientista, o frankenstein?
:)


Do p, em brincadeira aos policias e ladroes com os irmãos: Oh, j., não vale a pena teres código na porta porque eu abro com uma cabra ou lá como se diz e entro na mesma!
:)

Não consigo deixar de estar triste.

Devia estar feliz, bem sei. E estou. Mas triste.

Os meus filhos foram à eurodisney. Já chegaram a paris e estão bem. E vao divertir-se e adorar. E eu feliz com isso. E triste porque não é comigo que eles vao adorar.

E já sei que já foram comigo à isla mágica e à Warner bros e que vai ser mais do mesmo, mas mais do mesmo devia ser sempre comigo!

E pronto, era só isto. Vou continuar a ter em frente a mim a foto deles (e do P.) no dia em que fui para a China, vou continuar a olhá-los e a amar aquele sorriso que mais ninguém tem.

Há dias em que isto de ter filhos de um pai biológico que não é o que está ao nosso lado, é uma merda.

E esperar que sexta-feira chegue a correr!