do momento em que, meio a dormir, abro os olhos, e ele me tira o livro das mãos (que lá ficou, também adormecido) e me aconchega os cobertores.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
A diferença tem sido tao gradual e tão impercetível, que eu
acho que ele ainda não percebeu.
Mas tenho-a eu percebido desde há uns meses para cá.
Não é no comportamento ou no sentimento, é apenas no dizer e
assumir esse sentimento.
Sei que gosta deles como seus filhos (que são) desde quase
sempre, mas nos últimos meses, tem vindo
sempre a chamá-los de filhos. Sempre que um se dirige a ele, ele responde,
tão naturalmente como eu: sim, filho.
Não é grande a diferença, eu sei. Porque as palavras são o
menos. Mas é um dizer, de forma absolutamente consciente e inconsciente que são
(os meus), os filhos dele (os nossos).
Antes, chamava-os pelo nome, numa espécie de paternidade mais
tímida. Agora, chama-os pelo que lhe são. Filhos, filhotes, filhos. Em palavras
que ecoam em nós com a naturalidade de que sempre assim foi.
Tao simples, afinal, os laços!
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Quando é que as pessoas se conhecem? Porque é que se
conhecem?
Ás vezes, olho para ele e pergunto-me porque é que o
conheci. Claro que sei que é porque seria o meu amor, mas a pergunta é: Porque
é que tive a sorte de, tal como canta musica, os astros se conjugarem?
Não o teria conhecido se não quisesse experimentar a
lomografia? Se ele também não quisesse o mesmo? Se não tivesse duas amigas que
alinharam nisso comigo? Se não tivesse decidido faltar ás aulas da
pós-graduação? Ou os astros teriam encontrado um outro dia, outra maneira de lá
chegar?
Se eu não tivesse começado o dia a reclamar com a máquina,
teria ele reparado em mim? Se eu não me tivesse perdido pelas ruas do Porto
(como se isso fosse possível…), teria ele percebido a minha ausência? Se ele
não fosse tão tímido e caladinho, ter-me-ia eu sentado na mesa dele e falado
como se não houvesse amanhã?
E porque me pediu ele o meu endereço de mail/facebook? Se
não o tivesse feito, teríamos perdido o contacto e nunca mais nos veríamos?
Gosto de acreditar que não.
Gosto de acreditar que os astros se conjugaram e que sim.
sempre teriam encontrado uma maneira.
Se assim não fosse, eu não encontraria o meu amor. Os meus
filhos não encontrariam este Pai. Esta família não teria este lar e este meu
coração não teria este abrigo que tem hoje e que o faz sentir-se em casa (a
sua, não minha. Talvez a nossa, vá)
Olho para ele e noto-o cada vez mais nosso, cada vez mais em
nós. No inicio eramos nós (eu e os pimpolhos) e ele. Agora, somos muitas vezes
eu e eles (os quatro) e, a maioria das vezes, nós, os cinco.
Vao para o campismo, os quatro. Sem mim, que fico a
trabalhar. Coisa de homens, dizem. E desde manhã que estão á espera, os mais
pequenos, de ir. Como ano passado, como há dois anos atrás.
E de repente passaram 4 anos e quase não há memoria deles, os
três, sem nós os cinco. E é como se sempre tivéssemos sido os cinco gomos desta
laranja docinha (ás vezes amarga, mas poucoJ)
que, por um momento, se desencontrou. E se, se tendo encontrado, faz parte duma
arvore com ramos e raízes profundas, que não podem ser separados.
A extravasar de amor de nós!
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Hoje o meu amor faz anos.
E podia dizer, dele, tanta coisa! podia falar dos olhos tímidos e gentis, das mãos suaves, do riso aberto, da sua sensibilidade artística, do seu talento, sei lá!
Mas hoje, que ele faz anos, quero apenas dizer-lhe amor. Que o único presente de valor que lhe poderia dar, já dei. o meu amor e dos nossos três pimpolhos. esta família que construímos, juntos, todos os dias.
Amo-o no coração. e no corpo. e na Alma.
Parabéns!
E podia dizer, dele, tanta coisa! podia falar dos olhos tímidos e gentis, das mãos suaves, do riso aberto, da sua sensibilidade artística, do seu talento, sei lá!
Mas hoje, que ele faz anos, quero apenas dizer-lhe amor. Que o único presente de valor que lhe poderia dar, já dei. o meu amor e dos nossos três pimpolhos. esta família que construímos, juntos, todos os dias.
Amo-o no coração. e no corpo. e na Alma.
Parabéns!
quarta-feira, 16 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Não sou uma mae fundamentalista que não se consiga separar dos filhos. de todo! Até acho, ao contrário, que uma semana sem filhos, passados em casal, só pode fazer (e faz) bem!
Mas 15 dias... 15 dias é muito, muito tempo!
Claro que encontramos sempre coisas para fazer e sítios onde ir ou, no limite, descansamos sem responsabilidades de fazer jantar, dar banhos, cortar unhas, por cremes, ler historias, mas 15 dias... são muitos dias sem historias para ler á noite!
Chegaram ontem, numa felicidade infinita. Abraçaram-me no meio de gritos e beijinhos, irromperam pela casa dentro a chamar pelo P., (que ainda não tinha chegado do trabalho) e lançaram-me na piscina que tínhamos propositadamente enchido para eles (e que já furou e foi para o lixo). Preparei-lhes um pic-nic no jardim, com sumo, bolachas, batatas fritas e framboesas, com direito a manta e guarda sol como tanto gostam.
E tinha tantas, mas tantas saudades!
Vieram mais crescidos (ou então é só da falta que me fizeram), mas continuam os meus pintainhos. Os mesmos de sempre. depois do jantar, futebol com o P., banhinhos, conversas, historias.
Voltaram e é aqui, no nosso abraço que eles estão bem. é aqui que os sinto, que eu cheiro, que os gosto. São meus e gosto de tê-los encostados ao meu peito.
Que bom que chegaram!
Mas 15 dias... 15 dias é muito, muito tempo!
Claro que encontramos sempre coisas para fazer e sítios onde ir ou, no limite, descansamos sem responsabilidades de fazer jantar, dar banhos, cortar unhas, por cremes, ler historias, mas 15 dias... são muitos dias sem historias para ler á noite!
Chegaram ontem, numa felicidade infinita. Abraçaram-me no meio de gritos e beijinhos, irromperam pela casa dentro a chamar pelo P., (que ainda não tinha chegado do trabalho) e lançaram-me na piscina que tínhamos propositadamente enchido para eles (e que já furou e foi para o lixo). Preparei-lhes um pic-nic no jardim, com sumo, bolachas, batatas fritas e framboesas, com direito a manta e guarda sol como tanto gostam.
E tinha tantas, mas tantas saudades!
Vieram mais crescidos (ou então é só da falta que me fizeram), mas continuam os meus pintainhos. Os mesmos de sempre. depois do jantar, futebol com o P., banhinhos, conversas, historias.
Voltaram e é aqui, no nosso abraço que eles estão bem. é aqui que os sinto, que eu cheiro, que os gosto. São meus e gosto de tê-los encostados ao meu peito.
Que bom que chegaram!
segunda-feira, 14 de julho de 2014
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