Ontem o mais pequeno estava a jogar um jogo com bandeiras de diferentes países e a velocidade com que o fazia, espantou-me.
- como conheces todas essas bandeiras, filho?
- conheço. (ares de importante! depois associei ao mundial, só pode...). Estás a ver esta aqui, mamã? é da tosta rica!
Pois...
quarta-feira, 16 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Não sou uma mae fundamentalista que não se consiga separar dos filhos. de todo! Até acho, ao contrário, que uma semana sem filhos, passados em casal, só pode fazer (e faz) bem!
Mas 15 dias... 15 dias é muito, muito tempo!
Claro que encontramos sempre coisas para fazer e sítios onde ir ou, no limite, descansamos sem responsabilidades de fazer jantar, dar banhos, cortar unhas, por cremes, ler historias, mas 15 dias... são muitos dias sem historias para ler á noite!
Chegaram ontem, numa felicidade infinita. Abraçaram-me no meio de gritos e beijinhos, irromperam pela casa dentro a chamar pelo P., (que ainda não tinha chegado do trabalho) e lançaram-me na piscina que tínhamos propositadamente enchido para eles (e que já furou e foi para o lixo). Preparei-lhes um pic-nic no jardim, com sumo, bolachas, batatas fritas e framboesas, com direito a manta e guarda sol como tanto gostam.
E tinha tantas, mas tantas saudades!
Vieram mais crescidos (ou então é só da falta que me fizeram), mas continuam os meus pintainhos. Os mesmos de sempre. depois do jantar, futebol com o P., banhinhos, conversas, historias.
Voltaram e é aqui, no nosso abraço que eles estão bem. é aqui que os sinto, que eu cheiro, que os gosto. São meus e gosto de tê-los encostados ao meu peito.
Que bom que chegaram!
Mas 15 dias... 15 dias é muito, muito tempo!
Claro que encontramos sempre coisas para fazer e sítios onde ir ou, no limite, descansamos sem responsabilidades de fazer jantar, dar banhos, cortar unhas, por cremes, ler historias, mas 15 dias... são muitos dias sem historias para ler á noite!
Chegaram ontem, numa felicidade infinita. Abraçaram-me no meio de gritos e beijinhos, irromperam pela casa dentro a chamar pelo P., (que ainda não tinha chegado do trabalho) e lançaram-me na piscina que tínhamos propositadamente enchido para eles (e que já furou e foi para o lixo). Preparei-lhes um pic-nic no jardim, com sumo, bolachas, batatas fritas e framboesas, com direito a manta e guarda sol como tanto gostam.
E tinha tantas, mas tantas saudades!
Vieram mais crescidos (ou então é só da falta que me fizeram), mas continuam os meus pintainhos. Os mesmos de sempre. depois do jantar, futebol com o P., banhinhos, conversas, historias.
Voltaram e é aqui, no nosso abraço que eles estão bem. é aqui que os sinto, que eu cheiro, que os gosto. São meus e gosto de tê-los encostados ao meu peito.
Que bom que chegaram!
segunda-feira, 14 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Tenho andado ausente…
Por bons motivos que as férias são mais que docesJ
Estivemos, em família, uma semana no algarve e agora, a
dois, uma semana em NY
A primeira vez para ambos, numa viagem única.
Não posso dizer que houve muitas novidades, porque a verdade
é que já vimos quase tudo (ou mais) nos filmes que nos entram pela porta todos
os dias.
Guardo, como novidade, a simpatia dos nova-iorquinos (nao
sei se lá nascidos ou não, mas lá residente pelo menos) e os parques. Ah, gente
que sabe aproveitar bem os espaços verdes que têm! Em qualquer lado um jardim
transformado em parque, sempre bem tratado e com actividades. Ginastica,
concertos, dança, carrosséis, pintura, encontramos de tudo. Todos os momentos,
pretextos para estender uma manta e ficar a apreciar. Saudades de dormitar ao
sol em Central park, de almoçar no Bryant park, namorar por baixo da Brooklyn
bridge!
Cansamos (muito) as pernas e sofremos um bocadinho com a
imensa humidade e as diferenças de horário. Vimos (tapado pelos arranha-ceus) o
fogo de artificio do dia da independência, atravessamos a Brooklyn bridge a pé
e á chuva (e num outro dia com imenso sol), saltei em cima do big piano do big foot,
jantamos em times square e namoramos muitoJ
E pronto, foi isto. E não é seguramente coincidência que NY
seja parecido com LY…
quinta-feira, 22 de maio de 2014
no bom e no mau sentido
Nós no carro, de manhã
m: és um tótó j.!
j. Sim, claro, estás muito certo. Sou até um idiota!
m. olha como tu sabes! Por acaso até és mesmo um idiota!
j. Pois sou! E não me importo! Sou um idiota porque tenho
muitas ideias!
p.: não tótó! Ele queria dizer idiota no mau sentido!...
A geografia da felicidade
Ando a ler o livro geografia da felicidade. Ando a ler desde
Março, o que já podia não ser bom prenuncio, porque dificilmente demoro mt
tempo a ler um livro, mas não é o caso. Demoro porque tenho tido realmente uma
vida muito atarefada e chego á cama tão cansada que só me apetece vegetar com
uma revista cor-de-rosa ou séries de televisão que me façam rir e não pensar
muito e porque o livro se pode ler aos bocadinhos. Não se perde a continuidade
narrativa e dá perfeitamente para ler em “pedaços”.
Ora, cheguei agora ao fim da visita do escritor ao Butão.
Onde não há semáforos ou não havia quando lá esteve) e a vida anda mais
devagar. Já passou pela Suica, demasiado organizada, e pela Holanda, demasiado
anárquica.
Tento retirar, de cada livro que leio, algum ensinamento,
alguma aprendizagem. Tento, também por isso, pensar em mim em cada um desses
espelhos geográficos. E não sou capaz de decidir. É fácil pensar-me num país
sem semáforos, com uma única estrada, com poucos carros, onde não há pressa
para ir para lado nenhum. Mas não me parece que fosse aguentar muito tempo o
demasiado tempo que teria para gastar sem fazer “nada”. É fácil imaginar-me na
Suiça, onde o meu pai chegou a viver por alguns meses – e adorou -, com tudo
limpo e organizado. Mas sei que não me ia habituar ao frio nem ás imensas
regras a que os suiços me parecem sujeitos. Sou demasiado distraída, demasiado
desorganizada, demasiado sem regras no dia dia…. Já a Holanda… fiquei (ficamos)
encantados com a Holanda, ou com o que conhecemos dela. Ficamos encantados com
os dias de sol que encontramos, com o comboio, com os passeios de bicicleta,
com as cidades que visitamos, com os moinhos, com os pic-nics nos parques, com
os concertos, com os refrescos de hortelã, com os bares, os rios, a água. Mas
foi tudo numa época muito especifica, com amigos muito específicos. Seria capaz
de viver lá? Não sei… E não sei o que é que faz uns povos serem mais felizes
que os outros.
A minha geografia da felicidade resume-se á minha casa (em
sentido alargado) e ás pessoas que nela habitam. Resume-se ao meu coração e ás
pessoas que nele moram. A minha geografia da felicidade não se mede em
rendimento, nem ordem nem desordem. Mede-se pelos risos deles pela manhã, pelos abracinhos que recebo á
noite, num xi-coração apertado, pelo chilrear dos pássaros num dia de primavera,
pelo aconchego dos pés gelados que se aquecem, pelas conversas animadas com
amigos, pelas emoções dum livro ou dum filme, pela sensação de plenitude de uma
cama partilhada a cinco.
A minha geografia da felicidade está em mim. E está neles.
Vivamos nós em que país vivermos, desde que estejamos juntos e estejamos bem.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
inconfidência
ontem, disse-me o P.
- fiquei tão feliz quando fui buscar os miúdos ao treino!
- sim? então porquê?
- porque quando eu estava a chegar, o m. disse ao treinador: - está ali o meu pai!
(tu mereces!:)
- fiquei tão feliz quando fui buscar os miúdos ao treino!
- sim? então porquê?
- porque quando eu estava a chegar, o m. disse ao treinador: - está ali o meu pai!
(tu mereces!:)
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