quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ontem o mais pequeno estava a jogar um jogo com bandeiras de diferentes países e a velocidade com que o fazia, espantou-me.
 - como conheces todas essas bandeiras, filho?
 - conheço. (ares de importante! depois associei ao mundial, só pode...). Estás a ver esta aqui, mamã? é da tosta rica!
Pois...

terça-feira, 15 de julho de 2014

Não sou uma mae fundamentalista que não se consiga separar dos filhos. de todo! Até acho, ao contrário, que uma semana sem filhos, passados em casal, só pode fazer (e faz) bem!
Mas 15 dias... 15 dias é muito, muito tempo!
Claro que encontramos sempre coisas para fazer e sítios onde ir ou, no limite, descansamos sem responsabilidades de fazer jantar, dar banhos, cortar unhas, por cremes, ler historias, mas 15 dias... são muitos dias sem historias para ler á noite!
Chegaram ontem, numa felicidade infinita. Abraçaram-me no meio de gritos e beijinhos, irromperam pela casa dentro a chamar pelo P., (que ainda não tinha chegado do trabalho) e lançaram-me na piscina que tínhamos propositadamente enchido para eles (e que já furou e foi para o lixo). Preparei-lhes um pic-nic no jardim, com sumo, bolachas, batatas fritas e framboesas, com direito a manta e guarda sol como tanto gostam.
E tinha tantas, mas tantas saudades!
Vieram mais crescidos (ou então é só da falta que me fizeram), mas continuam os meus pintainhos. Os mesmos de sempre. depois do jantar, futebol com o P., banhinhos, conversas, historias.
Voltaram e é aqui, no nosso abraço que eles estão bem. é aqui que os sinto, que eu cheiro, que os gosto. São meus e gosto de tê-los encostados ao meu peito.
Que bom que chegaram!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Não vemos os nossos pimpolhos há 15 dias. Fomos falando por telefone, mas isso é quase nada.
Ansiosa por tê-los debaixo da minha asa, para os apertar e lambuzar de beijos, que toda a gente sabe que é para isso que uma mae serve!
Cheia, cheia de saudades destes filhos que amo de paixão!

sexta-feira, 11 de julho de 2014


Tenho andado ausente…

Por bons motivos que as férias são mais que docesJ

Estivemos, em família, uma semana no algarve e agora, a dois, uma semana em NY

A primeira vez para ambos, numa viagem única.

Não posso dizer que houve muitas novidades, porque a verdade é que já vimos quase tudo (ou mais) nos filmes que nos entram pela porta todos os dias.

Guardo, como novidade, a simpatia dos nova-iorquinos (nao sei se lá nascidos ou não, mas lá residente pelo menos) e os parques. Ah, gente que sabe aproveitar bem os espaços verdes que têm! Em qualquer lado um jardim transformado em parque, sempre bem tratado e com actividades. Ginastica, concertos, dança, carrosséis, pintura, encontramos de tudo. Todos os momentos, pretextos para estender uma manta e ficar a apreciar. Saudades de dormitar ao sol em Central park, de almoçar no Bryant park, namorar por baixo da Brooklyn bridge!

Cansamos (muito) as pernas e sofremos um bocadinho com a imensa humidade e as diferenças de horário. Vimos (tapado pelos arranha-ceus) o fogo de artificio do dia da independência, atravessamos a Brooklyn bridge a pé e á chuva (e num outro dia com imenso sol), saltei em cima do big piano do big foot, jantamos em times square e namoramos muitoJ

E pronto, foi isto. E não é seguramente coincidência que NY seja parecido com LY…

 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

no bom e no mau sentido


 
Nós no carro, de manhã

m: és um tótó j.!

j. Sim, claro, estás muito certo. Sou até um idiota!

m. olha como tu sabes! Por acaso até és mesmo um idiota!

j. Pois sou! E não me importo! Sou um idiota porque tenho muitas ideias!

p.: não tótó! Ele queria dizer idiota no mau sentido!...

A geografia da felicidade


Ando a ler o livro geografia da felicidade. Ando a ler desde Março, o que já podia não ser bom prenuncio, porque dificilmente demoro mt tempo a ler um livro, mas não é o caso. Demoro porque tenho tido realmente uma vida muito atarefada e chego á cama tão cansada que só me apetece vegetar com uma revista cor-de-rosa ou séries de televisão que me façam rir e não pensar muito e porque o livro se pode ler aos bocadinhos. Não se perde a continuidade narrativa e dá perfeitamente para ler em “pedaços”.

Ora, cheguei agora ao fim da visita do escritor ao Butão. Onde não há semáforos ou não havia quando lá esteve) e a vida anda mais devagar. Já passou pela Suica, demasiado organizada, e pela Holanda, demasiado anárquica.

Tento retirar, de cada livro que leio, algum ensinamento, alguma aprendizagem. Tento, também por isso, pensar em mim em cada um desses espelhos geográficos. E não sou capaz de decidir. É fácil pensar-me num país sem semáforos, com uma única estrada, com poucos carros, onde não há pressa para ir para lado nenhum. Mas não me parece que fosse aguentar muito tempo o demasiado tempo que teria para gastar sem fazer “nada”. É fácil imaginar-me na Suiça, onde o meu pai chegou a viver por alguns meses – e adorou -, com tudo limpo e organizado. Mas sei que não me ia habituar ao frio nem ás imensas regras a que os suiços me parecem sujeitos. Sou demasiado distraída, demasiado desorganizada, demasiado sem regras no dia dia…. Já a Holanda… fiquei (ficamos) encantados com a Holanda, ou com o que conhecemos dela. Ficamos encantados com os dias de sol que encontramos, com o comboio, com os passeios de bicicleta, com as cidades que visitamos, com os moinhos, com os pic-nics nos parques, com os concertos, com os refrescos de hortelã, com os bares, os rios, a água. Mas foi tudo numa época muito especifica, com amigos muito específicos. Seria capaz de viver lá? Não sei… E não sei o que é que faz uns povos serem mais felizes que os outros.

A minha geografia da felicidade resume-se á minha casa (em sentido alargado) e ás pessoas que nela habitam. Resume-se ao meu coração e ás pessoas que nele moram. A minha geografia da felicidade não se mede em rendimento, nem ordem nem desordem. Mede-se pelos risos deles  pela manhã, pelos abracinhos que recebo á noite, num xi-coração apertado, pelo chilrear dos pássaros num dia de primavera, pelo aconchego dos pés gelados que se aquecem, pelas conversas animadas com amigos, pelas emoções dum livro ou dum filme, pela sensação de plenitude de uma cama partilhada a cinco.

A minha geografia da felicidade está em mim. E está neles. Vivamos nós em que país vivermos, desde que estejamos juntos e estejamos bem.

 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

inconfidência

ontem, disse-me o P.
 - fiquei tão feliz quando fui buscar os miúdos ao treino!
 - sim? então porquê?
 - porque quando eu estava a chegar, o m. disse ao treinador: - está ali o meu pai!

(tu mereces!:)