quinta-feira, 9 de maio de 2013

Um dia desta semana o p. foi castigado nas aulas. A professora disse a todos para se calarem e ele falou. Bem ao seu estilo, falador... O acto de falar nas aulas nao é grave. Grave é a desobediencia, ainda que por distracção, acredito eu, a uma indicação directa dada pelo professor.
Porque se ele nao percebe agora que há regras a cumprir, vai perceber quando?
De castigo, um dia sem jogos de PSP e afins. De medida de correcção, um pedido formal de desculpas á professora e a promessa, junto dela, de que nao iria repetir-se.
Nao sei se é, ou nao, adequado. Se precisava de um castigo superior ou nao. É que educar é mais que dificil! é uma tarefa desmedidamente superior às minhas capacidades de mae.
Quando Deus decide dar filhos a alguém (biológicos ou nao) devia dar também, aos respectivos pais, determinadas capacidades. A de amar incondicionalemente ainda veio, mas a de educar com certezas...ficou pelo caminho...
Porque eu até nem quero, para eles, da minha suposta educação, nada de especial. Quero apenas educá-los para que sejam pessoas de bem. Quero que sejam generosos, humildes, respeitadores, responsáveis, equilibrados, felizes. Quero que percebam que os seus actos têm consequencias. Que saibam que há regras pelo caminho e que a vida é gira e vale a pena mas temos de lutar por ela. Nao é só estar de rabinho sentado à espera de facilidades...
Mas como raio é que isto se ensina?
Este caminho de tentativa e erro a alguma lado deverá dar... a ver

Passaram ontem dois anos e cinco meses desde o primeiro beijo do meu amor.
Nao sei se é muito ou pouco. Sei, no entanto, que o tempo, desde esse dia, passou a correr de um modo diferente, num compasso feliz. Num tic-tac de encontro, de caminho, de certeza.
E, muitos beijos depois, é ele o meu tempo. O meu amor!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Estivemos de férias.Tivemos, em cinco dias, alguns momentos de tensão, como se quer. Mas tivemos, em muito maior quantidade, momentos de amor. Momentos de embalo, de cumplicidade, de jogos, de desenhos, de leituras, de caminhadas, de estrelas, de mar e de rio, de canções, de flores, de montes, de estradas, de fotos, de areia, de sol.
Momentos que nos fortalecem enquanto familia, nesta primeira experiencia - deles - no Alentejo e me fazem ter a continua certeza de que este é o nosso caminho!

Podia ter sido um dia de mae diferente. Mas nao. Foi um dia da mae exactamente igual a todos os outros desde que sou mae - com eles. E isso, faz toda a diferença!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Os ultimos fins de semana têm sido de luz.
Porque tem estado sol e porque temos, em nós, espectros de luz.
Veio o bom tempo e, com ele, os picnics, a praia, as bicicletas, os jogos ao ar livre, as mangueiradas, os pés descalços no chão.
E eu deitada no colo dele, com raios de sol a inundar-me o corpo e a alma.

Gosto dele em dias de luz. Que é como quem diz que gosto dele todos os dias. Ou que nao há dias sem luz com ele na minha vida...Ou que gosto dele sem mais:)

terça-feira, 23 de abril de 2013

O que faz com que os filhos sejam nossos?

Aos quase 40 anos, tenho poucas certezas. E, na verdade, cada vez me preocupo menos com isso. Aceito as verdades de hoje como possiveis inverdades amanhã e vice-versa. Acho que sou, apesar de tudo, muito mais flexivel - em relação a verdades e a certezas - do que era antes.
Mas há uma certeza que eu tenho. daquelas certezas que nunca, nunca, NUNCA, o vao deixar de ser: Os meus filhos são meus. E são meus nao porque nasceram da minha barriga (num dos casos, até nem vi:)) mas porque os amo como meus filhos.
Podiam ter nascido doutra barriga, podiam ter outra mae biológica, podiam ser adoptados, que seriam sempre MEUS filhos. Porque o amor está no coração e nao na barriga. E está na pele. Digo sempre isto, desde que os conheci: que nao gostei imediatamente deles... Quer dizer, também nao os desgostei, naturalmente, mas quando nasceram, eram apenas crianças, iguais a tantas outras que, por acaso, me vieram parar aos braços e que, também por acaso, passaram a ser  a minha missão na vida. Nunca fui apaixonada pela minha barriga...
Só com o tempo, os gostei. Só com o tempo os senti meus e passaram a ser, de crianças iguais a tantas outras, as MINHAS crianças. E nao tenho qualquer duvida de que os amo mais a cada dia que passa. Amo-os mais hoje do que ontem. Amá-los-ei mais amanhã do que hoje. Porque são, todos os dias, a minha pele, o meu cheiro, o meu beijo, a meu abraço. Acordo todos os dias com a certeza que vale a pena, porque eles estão no meu mundo.
E sei que este amor nao se mede pelo tamanho das células que temos em conjunto, mas apenas pelo tamanho das particulas de que o nosso coração é feito.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ás vezes falo-lhes torto. E sou má e nao tenho a paciencia que eles merecem. às vezes entornam o leite na cama, o caramelo na manta, partem candeeiros, puxam cortinas, deixam tudo desarrumado, nao vêm para a mesa quando eu chamo, lavam mal os dentes, lutam e resmungam e gritam e eu nao tenho paciencia.
E grito-lhes e dou uma palmada, que isto de se ter o poder é um virus... e sei que mereciam uma mae mais paciente e compreensiva como a mae do Ruca que até enerva, de tão perfeita que é!
E ás vezes - mais do que as que pretendia - nao sou.
Mas, sei que tento ser sempre melhor. E sei que, em nao sendo, preciso de lhes mostrar o reservo da mae. Que brinca, que está atenta, que é dedicada, que mima, que os ama incondicionalmente, mesmo nao sendo perfeita.
E por isso que quando o p. deixa a brincadeira a meio para me vir dar um beijo ou passar a mao no rosto, sei que estou no caminho certo. Posso ainda nao ter lá chegado e posso nao ser a mae do Ruca  - assim como assim, nem gosto do cabelo dela! - mas eles sabem que os amo... Devo estar a fazer alguma coisa bem feita...